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Tempo de permanência_eventos adversos_readmissões não planejadas_ICSAP em idosos hospitalizados – metodologia DRG

O mundo caminha para um perfil demográfico mais envelhecido, determinado por uma redução expressiva na taxa de fecundidade, associada a redução da taxa de mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida. Na população brasileira, essa mudança na estrutura etária ocorre paralelamente a mudanças no perfil epidemiológico com maior prevalência de agravos e doenças crônicas não transmissíveis. Entender sobre as características da população e a epidemiologia de indicadores assistenciais relacionados a internações torna-se de fundamental não só no ambiente acadêmico, mas também para operadoras de saúde que gerenciam a saúde de seus beneficiários e que podem utilizar essas informações para o planejamento assistencial e maior entrega de valor em saúde para os clientes. O objetivo do presente estudo foi identificar os desfechos assistenciais dos pacientes idosos beneficiários de uma operadora de saúde codificados no banco de dados do DRG. Trata-se de um estudo descritivo temporal, com coleta de dados no banco de dados do sistema DRG utilizado na instituição no período de setembro de 2019 a agosto de 2020, atrelado às pesquisas bibliográficas necessárias ao universo estudado. A população foi caracterizada quando ao sexo, faixa etária, tipo de internação e mensurados os indicadores de tempo permanência, ocorrência de eventos adversos e óbito, internações por condições sensíveis à atenção primária e readmissões não planejadas. Foram analisadas 5.312 internações em idosos: 52,1% eram do sexo feminino, 48,2% da população estudada possui entre 65 e 79 anos e 57% foi internada para tratamento clínico. O tempo de permanência médio é de 8,6 dias ± 16,0 d.p. e a taxa de mortalidade verificada nessa população foi de 6,8%. A taxa de reinternações foi de 10,6% sendo que dessas, 5,0% eram readmissões não planejadas. A prevalência de eventos adversos na população foi de 5,95% e ocorreram 453 eventos (1,4 ocorrência/paciente). Esses eventos eram graves em 2,3% e destes 22,15% evoluíram a óbito. 69,9% dos eventos foram não infecciosos. Observou-se que média de permanência do paciente é maior quando ocorreram eventos adversos. Por fim identificou-se um potencial de economia de 12.479 diárias que representam 1.451 internações no período. A pesquisa conclui que deve haver uma profunda transformação na forma de atuação e gestão da saúde dos beneficiários, em especial no modelo de atenção a saúde dos idosos, baseando-se nos pilares de mapeamento populacional, estratificação de riscos, dimensionamento da necessidade de saúde, estabilização e gestão da condição de saúde, incentivo à responsabilização e o autocuidado apoiado. É presido superar os desafios e avançar na qualificação da atenção e da gestão da rede, oferecendo uma atenção contínua e integral, prestada no tempo certo, no lugar certo, com o custo certo, com a qualidade certa, de forma humanizada e segura, com equidade e responsabilidades sanitária e econômica, gerando valor em saúde para essa população.

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